O que eu faria se estivesse aprendendo inglês do zero?

Eu mesma sou uma grande advogada de fazer o máximo de coisas você mesmo(a). Eu não tenho pressa de chegar no fim da corrida, mas também não gosto de sentir que estou perdendo tempo em uma trilha que vai mais gastar minha energia do que realmente trazer benefícios! Por isso, aqui vão algumas dicas que eu 100% faria se estivesse começando a aprender inglês do zero.

Adquirir vocabulário sozinha

O primeiro passo ao aprender um idioma nova é construir vocabulário. A palavra é a menor parte de uma língua que tem sentido próprio, e você não consegue ir adiante se não conhece uma boa quantidade de palavras – como poderia montar frases ou escrever um texto sem conhecer a unidade básica, as palavras?

Por isso, a primeira coisa que eu faria, seria uma conta no Duolingo e fazer entre 20 e 50 xp por dia por uns bons meses (talvez uns 3 ou 4), antes mesmo de iniciar um curso de inglês ou de comprar um livro didático.

O Duolingo é fácil de usar, divertido, porque é gamificado, e bom porque você aprende não somente palavras, mas internaliza algumas regras gramaticais sem perceber. A única questão é que pode te deixar acomodado em apenas fazer as lições e nunca tentar ir além, como por exemplo, montar frases sozinho(a); além disso, não é a melhor forma para aprender gramática de forma detalhada.

Lembre-se que é mais importante ser constante a longo prazo do que fazer uma maratona de lições em poucos dias e depois passar semanas sem fazer nada. 5 a 10 minutos por dia já ajuda MUITO. Leia em voz alta as frases, tente ler 100% igual à forma que o narrador lê (mesmo ritmo, entonação e pronúncia) e tente responder de cabeça antes de olhar para as opções disponíveis. A regra, aqui, é: absorva o máximo de vocabulário possível, e tente ser ativo o máximo possível (e não apenas passivo).

Consumir conteúdo cultural

Essa etapa é muito importante e deve acompanhar todo o seu processo (e por que não, pra sempre?), e óbvio, é a parte mais divertida!

É impossível aprender um idioma separado da cultura. Tem MUITA coisa que você só entende se tiver informações sobre a cultura do lugar, como expressões e ditados populares, fora alguns detalhes da própria língua, como o que é mais natural e o que soa artificial, quais preposições se usa em tais situações… Acredite, aumentar a sua exposição à língua falada por nativos só vai facilitar sua vida.

O que eu faria:

a) Procuraria os artistas mais escutados dos países de língua inglesa e montaria uma playlist com as músicas que eu mais gostasse, e tentaria escutar com uma certa frequência, de forma prazerosa (no carro, fazendo faxina, na academia) e treinando (ouvir a música e acompanhar a letra, tentar aprender a cantar e imitar a forma que o cantor pronuncia as palavras etc);

b) Escolheria alguma série em inglês pra acompanhar, com o áudio original e legendas em português. Veria de forma prazerosa (sem pensar muito no idioma, só absorvendo questões culturais, como o tipo de humor, como são as relações sociais, as casas, como a cidade se organiza…) e de forma mais atenciosa (tentando ver a relação da legenda com o que eu escuto, pausando pra ler alguma coisa escrita em inglês na tela ou no fundo);

c) Me inscreveria em canais do YouTube feito por nativos, tanto por lazer (conteúdo que eu realmente teria interesse em consumir, até em português), como por estudo (lições rápidas sobre gramática, expressões ou aspectos culturais);

d) Seguiria contas gringas no Instagram, principalmente de humor ou vlogs (a linguagem é bem menos controlada e, portanto, mais natural).

Estudar a gramática

Depois de alguns meses nas etapas anteriores, eu daria início a um estudo mais robusto da gramática – seja comprando um livro didático pra estudar sozinha ou me matriculando em alguma aula de inglês.

Cá entre nós, eu acho que começar a estudar a gramática sem saber NADA do idioma não é produtivo, por isso, eu faria essa etapa uns 4 a 6 meses depois de começar no início, lá na fase de adquirir vocabulário. Você concorda que é bem mais fácil reter informação quando você reconhece uma regra do que quando aprende uma regra do zero?

Arranjar alguma oportunidade de praticar conversação

Além da aula, eu procuraria alguma oportunidade pra conversar com alguém em inglês – ou um projeto que tivesse conversações gratuitas ou baratas, ou tentaria conhecer pessoas nativas pela internet pra trocar emails, conversar por chamada etc.

Essa etapa seria algo em torno de 1 ano após começar a estudar formalmente. Não é impossível começar antes, claro que não! Inclusive, pode impulsionar bastante seu aprendizado! Mas pra ter uma conversa confortável, é interessante esperar um pouco até chegar pelo menos o Elementary (A2), senão pode ser muito difícil e acabar desestimulando se você não tá com os sangue nos zói (algum dia eu conto sobre minha experiência nisso…).

Procurar livros em inglês para ler

Por fim, a última etapa que eu “desbloquearia” seria o de ler livros em inglês – seja infantil, feito para estudantes ou literatura normal.

Uma dica: se você entende cerca de 70 a 80% do livro, continue lendo e não pare pra procurar toda e qualquer palavra nova que aparecer no dicionário. Tente entender as coisas pelo contexto, você vai ver que consegue!

Além disso, sua escrita tende a melhorar, porque, mesmo inconscientemente, você vai reconhecendo algumas regras de ortografia e pontuação que vão te ajudar na hora da escrita.

Por fim…

Uma coisa que quero deixar claro é que as “etapas” não se excluem, elas vão se acumulando ao longo do tempo. Então não, não é porque você já consegue conversar em inglês que vai deixar de consumir conteúdo ou fazer Duolingo, mas vai procurar fazer tudo simultaneamente por quanto tempo fizer sentido!

Cada um tem o seu próprio jeito de aprender e estudar, claro, mas creio que essas dicas servem para todos os que procuram aprender inglês de forma sólida.

Lembre-se, um idioma nem é 100% um conhecimento, nem 100% uma habilidade; é algo no meio. Se certifique de balancear o estudo com a prática e você vai ver ótimos resultados!

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